Pets sofrem com abandono e falta de ração e atendimento clínico

Pets sofrem com abandono e falta de ração e atendimento clínico

 Por falta de recursos, famílias têm deixado de prestar assistência a animais de estimação
Por falta de recursos, famílias têm deixado de prestar assistência a animais de estimação

No dia 4 de abril, a Folha noticiou o aumento no número de abandonos de animais na cidade de Valinhos. Duas semanas depois, o cenário ganhou novos personagens: além do abandono – que segue em ritmo acelerado – famílias têm deixado de prestar assistência aos animais de estimação por falta de recursos.

De acordo com Rejane Fini, da ONG Adoções Corrente do Bem, a procura por ajuda com ração tem aumentado muito e, durante a última semana, um cachorrinho veio à óbito após a família procurar por atendimento clínico gratuito e não encontrar ajuda. “A tutora não prestou socorro porque não encontrou veterinário que atendesse gratuitamente à domicílio e o animal não resistiu”, conta Rejane.

Atualmente, Rejani cuida de 60 pets. “Não estou conseguindo doação de ração. Tive que comprar e agora estou fazendo uma rifa para pagar os boletos, mas mesmo assim com muita dificuldade”, relata.

Os pets abandonados são colocados para adoção. Em tempos de quarentena, os interessados podem entrar em contato pelo número (19) 99269-7403. Quem puder ajudar com a doação de rações, basta deixar no Basetto, localizado na Avenida dos Esportes nº 410.

De acordo com Sandra Rossi, da ONG Vira-lata Vira-casa, o cenário ainda deve piorar. “Observamos que existem mais animais para a rua. Esse mês, nós resgatamos animais de raça, em bom estado de saúde, até bem tratados.

Anunciamos, mas ainda não apareceu ninguém. Também estamos vendo o abandono de ninhadas e mais ninhadas. Estamos estudando um jeito de criar uma campanha de conscientização para ser lançada ainda neste final de semana”, afirma.

Para a presidente da ONG, o abandono de pets vai muito além da causa animal. “Os animaizinhos são uma consequência do meio, consequência de uma família desestruturada, de pessoas desajustadas, como drogados, alcoólatras. Ele sempre é fruto do meio, tudo que acontece ele é um reflexo, é um reflexo da nossa educação, da nossa saúde como vai, e da nossa consciência. Isso dói bastante”, ressalta.

Hoje, a ONG pede ajuda. “Estamos pedindo para pessoas que têm alguma posse para abrir um cantinho e cuidar desses animaizinhos, doarem ração, doarem castração. E estamos estudando formas para ajudar no que estiver a nosso alcance e minimizar o abandono”, finaliza Sandra.

Quem puder ajudar, basta entrar em contato exclusivamente via whatsapp pelo número (19) 99633-5615.

 

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