Alternativa

Vale a pena carregar isso no coração?

Coluna Momentos

por Pastor Rui Mendes Faria 

Vale a pena carregar dentro do coração tanta angústia e tanta dor?

Você já parou para pensar por que isso acontece?

Por que, em determinado momento da vida, sentimentos tão pesados nascem dentro de nós e passam a ocupar um espaço que não lhes pertence?

Muitos carregam dores antigas por anos, não porque sejam fortes, mas porque não conseguem ressignificar, nem deixar o passado para trás. Recomeçar dá trabalho. Exige coragem. É muito mais fácil empurrar a dor com a barriga e permitir que o ressentimento se calcifique dentro da alma.

O resultado disso é visível todos os dias: pessoas vivendo em colapso constante. Ansiedade, depressão, burnout, crises de pânico, um gemido silencioso que ninguém ouve, mas que corrói por dentro.

Meu querido leitor, o que fazer para sair de um momento como esse?

O primeiro passo é falar. Abrir o coração. Parar de fingir que está tudo bem e admitir: “eu não estou bem”. Guardar dor nunca foi sinal de maturidade; pelo contrário, é um convite ao adoecimento emocional e espiritual.

O segundo passo é perdoar.

E aqui eu quero ser muito claro e muito honesto com você.

Perdoar não é concordar com o que te fizeram.

Perdoar não é esquecer a dor.

Perdoar é decidir não continuar prisioneiro dela.

Hoje eu quero te dar um conselho simples, mas libertador: não carregue mais isso. Não viva mais assim. Ao terminar de ler esta coluna, pegue o seu telefone. Ligue para aquela pessoa que um dia te feriu — ou, se não for possível, mande uma mensagem no WhatsApp dizendo:

“Eu te perdoo. O ressentimento acabou. Viva a sua vida em paz, porque eu escolhi viver a minha.”

Jesus nos ensinou isso de forma direta e profunda quando nos orientou a orar:

“Perdoa as nossas dívidas, assim como nós perdoamos os nossos devedores.”

O perdão não muda o passado, mas transforma completamente o futuro.

E, muitas vezes, a cura que você tanto espera começa exatamente aí.

 

— Rui Mendes Faria

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