Alternativa

Amar é o Maior Mandamento

Coluna Momentos 

por Pastor Rui Mendes Faria 

Creio que muitos dos que acompanham esta coluna são pessoas de fé — religiosas no melhor sentido da palavra — que cultivam em seu coração a Trindade divina: Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo. E, neste momento, pouco importa onde cada um recebe o seu alimento espiritual.

Alguns são católicos, outros espíritas, outros seguem tradições de fé oriental ou caminhos espirituais diferentes. Não escrevo aqui para dividir, comparar ou apontar diferenças, mas para alcançar o coração. O que desejo, logo neste início, é introduzir dentro de todos nós uma mensagem simples, profunda e necessária — uma verdade que atravessa crenças, denominações e rótulos: o amor.

Desde a Antiga Aliança — o Velho Testamento — Deus deixou mandamentos claros ao seu povo. Eram leis que ensinavam limites, direção e responsabilidade espiritual. No entanto, na Nova Aliança, Jesus faz algo extraordinário: Ele não anula os mandamentos, mas os resume.

Ele nos ensina que toda a vontade de Deus pode ser vivida a partir de dois princípios fundamentais: amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo. Quando olhamos para esse ensino, uma pergunta inevitável surge — e ela não é acusatória, é reflexiva: será que estamos vivendo assim?

Será que o amor que confessamos se manifesta na prática?

Na nossa tolerância com quem pensa diferente?

Na reciprocidade do amor?

Na compaixão com quem erra?

Na misericórdia com quem nos fere?

Esses valores não são testados apenas nos templos ou nos momentos de espiritualidade, mas principalmente dentro do nosso lar, no ambiente de trabalho, na convivência com vizinhos, parentes e amigos. É ali, no cotidiano simples e muitas vezes silencioso, que o amor verdadeiro se revela — ou se ausenta.

Amar o próximo como a si mesmo não é um sentimento romântico. É uma decisão diária. É escolher tratar o outro com respeito, dignidade e empatia, mesmo quando isso nos custa algo. É compreender que o amor ensinado por Jesus não é teórico, mas prático, vivo e transformador.

Talvez este seja um bom momento para cada um de nós refletir se a fé que professamos tem sido apenas um discurso religioso ou se ela tem se transformado em atitudes que curam, aproximam e restauram.

Porque, no fim, não seremos reconhecidos pela quantidade de conhecimento espiritual que acumulamos, mas pela qualidade do amor que oferecemos. Onde há amor, Deus está presente. Onde o amor é vivido, o mandamento é cumprido.

Amar não é uma opção espiritual. Amar é o maior mandamento de Deus.

Pr. Rui Mendes Faria

Coluna Momentos – Folha de Valinhos

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