Saúde

Hemocentro inaugura Sala de Terapia Celular para tratamentos avançados

O reitor e a coordenadora do Hemocentro, Sara Teresinha Olalla Saad

Nova “sala limpa” permitirá terapias gênicas e tecnologia CAR-T pelo SUS; investimento equipara centro de Campinas aos principais polos científicos internacionais

O Hemocentro da Unicamp deu um salto histórico na medicina de alta complexidade nesta segunda-feira, 27 de abril. Com a presença do reitor Paulo Cesar Montagner, foi inaugurada a nova Sala de Terapia Celular, uma estrutura de ponta que recebeu investimentos de R$ 2 milhões via emenda parlamentar da deputada estadual Valéria Bolsonaro. O espaço, projetado sob rigorosos padrões internacionais de biossegurança, é focado na manipulação de células para tratamentos que representam a última fronteira da ciência médica.

A estrutura é o que os especialistas chamam de “sala limpa”, um ambiente com controle absoluto de partículas e microrganismos, essencial para que terapias inovadoras cheguem aos pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS) com máxima excelência e segurança.

A nova unidade amplia drasticamente o potencial do Hemocentro — que já atende uma região de 7 milhões de pessoas, incluindo Valinhos e todo o interior paulista — em três frentes principais:

  • Combate ao Câncer: Produção de vacinas com células dendríticas e terapias com linfócitos T modificados (CAR-T), voltadas para pacientes com leucemias, linfomas e mieloma múltiplo que não respondem aos tratamentos convencionais.

  • Doenças Congênitas: Terapias gênicas com células-tronco para o tratamento de anemia falciforme e talassemia.

  • Inovação Científica: Fortalecimento da formação acadêmica e da capacidade de diagnóstico de alta precisão.

Para as cidades abastecidas pelo Hemocentro, como Campinas, Piracicaba, Bragança Paulista e São João da Boa Vista, a inauguração significa acesso a protocolos que antes eram restritos a centros privados ou de pesquisa limitada. De acordo com a professora Sara Teresinha Olalla Saad, coordenadora do Hemocentro, a sala representa um marco para a inovação institucional.

O reitor Paulo Cesar Montagner destacou que a conquista reforça o tripé universitário: “O Hemocentro abrange todos os sentidos da vida universitária: ensinar, pesquisar, atender à população e contribuir com a ciência”.

Fonte: Redação / Assessoria Unicamp

COMPARTILHE NAS REDES