Economia
Governo Federal anuncia R$ 10 bilhões para renovação de frotas e máquinas agrícolas
Recursos do programa MOVE Brasil serão liberados em até três semanas com juros reduzidos; anúncio foi feito pelo vice-presidente Geraldo Alckmin em Ribeirão Preto
O setor agropecuário brasileiro recebeu um importante anúncio de fomento neste domingo, 26 de abril, durante a abertura da Agrishow, em Ribeirão Preto (SP). O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, confirmou a destinação de R$ 10 bilhões em crédito para a modernização de máquinas, tratores, colheitadeiras e implementos agrícolas.
A nova linha de crédito faz parte do programa MOVE Brasil, seguindo o modelo de sucesso aplicado à renovação da frota de caminhões no início do ano. O objetivo central é acelerar a substituição de equipamentos antigos por modelos mais eficientes, tecnológicos e sustentáveis.
Como funcionará o crédito?
Os recursos são provenientes do superávit do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT), sob a gestão da Finep (Financiadora de Estudos e Projetos), e focarão em produtos com conteúdo nacional e inovação tecnológica.
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Canais de Acesso: Os produtores poderão buscar o financiamento diretamente pela Finep ou via parceiros, como o Banco do Brasil, bancos privados e, de forma inédita, através de cooperativas agrícolas.
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Prazo de Liberação: A expectativa é que o crédito esteja disponível no mercado entre 20 e 30 dias.
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Juros: Alckmin garantiu taxas significativamente menores que as de mercado para estimular a competitividade do produtor nacional.
Renegociação de Dívidas e Mercosul
Além do crédito para máquinas, o governo antecipou que prepara um programa abrangente de renegociação de dívidas rurais. A medida deve contemplar tanto produtores inadimplentes quanto aqueles que estão em dia, visando limpar o balanço das propriedades e liberar margem para novos investimentos.
O ministro da Agricultura e Pecuária, André de Paula, lembrou que o fomento chega em um momento crucial: a entrada em vigor do acordo Mercosul–União Europeia, prevista para 1º de maio, que deve reduzir tarifas de exportação e aumentar a demanda internacional pelos produtos brasileiros, exigindo maior produtividade no campo.
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