RMC
Polícia Federal investiga desvio de R$ 13 milhões da previdência de Santo Antônio de Posse
PF investiga aplicação irregular de R$ 13 milhões na previdência e cumpre mandados em Santo Antônio de Posse — Foto: Polícia Federal/Divulgação
Justiça afasta servidores e bloqueia bens por suspeita de gestão temerária em investimentos no Banco Master; investigação aponta irregularidades em fundo municipal
A Polícia Federal deflagrou na manhã desta quinta-feira, dia 23, uma operação para apurar a aplicação irregular de R$ 13 milhões pertencentes ao Instituto de Previdência Municipal de Santo Antônio de Posse (IPREM). A investigação mira crimes de gestão temerária e desvios de recursos dos servidores públicos, com foco em investimentos realizados no Banco Master.
Ao todo, estão sendo cumpridos seis mandados de busca e apreensão nas cidades de Santo Antônio de Posse e Mogi Mirim. Por determinação da Justiça Federal, os investigados foram afastados de suas funções públicas e tiveram seus bens bloqueados para garantir o ressarcimento do patrimônio previdenciário.
A operação atinge membros da cúpula do IPREM que atuaram nas decisões de investimento entre 2024 e 2025. Entre os principais alvos estão:
-
Hortêncio Lala Neto: Ex-diretor presidente do instituto.
-
Marlene Maria Vieira Bassani: Ex-supervisora de gestão.
-
Integrantes do Comitê de Investimentos: Maria de Lourdes Villalva, Hélio Augusto Moraes e Tatiana Feliz dos Reis.
O alerta sobre as irregularidades partiu da Subsecretaria de Regimes Próprios de Previdência Social, que identificou problemas na alocação dos recursos. Em 2025, o Banco Central determinou a liquidação extrajudicial do Banco Master, o que expôs o risco real de perda dos valores aplicados pelo IPREM, que detinha R$ 8,2 milhões apenas em Letras Financeiras da instituição.
Em declarações anteriores, o ex-gestor Hortêncio Neto afirmou que os investimentos foram feitos buscando metas de rentabilidade e que, na época, o banco apresentava retornos atrativos e legalidade aparente. O IPREM possui cerca de R$ 130 milhões em aplicações totais, sendo que o montante sob suspeita representa aproximadamente 5% do fundo, o que, segundo a atual diretoria, ainda não impactou o pagamento imediato dos 380 aposentados e pensionistas.
Fontes: g1 Campinas / Polícia Federal
Destaques:



