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Monique Medeiros se entrega à polícia após STF determinar retorno à prisão
Monique Medeiros, ré pelo homicídio do filho Henry Borel, deixou a prisão no Instituto Penal Santo Expedito, em Bangu, em 2022. Ele retornaria meses depois. Foto: Fernando Frazão / Agência Brasil
Ré pela morte do menino Henry Borel apresentou-se em delegacia de Bangu nesta segunda-feira, dia 20; ministro Gilmar Mendes derrubou liberdade provisória citando gravidade do crime e indícios de coação de testemunhas
A justiça fluminense registrou um novo capítulo no caso que chocou o país. Monique Medeiros, ré pela morte do filho Henry Borel, entregou-se à Polícia Civil do Rio de Janeiro na manhã desta segunda-feira, 20 de abril de 2026. A apresentação ocorreu na 34ª DP (Bangu), em cumprimento ao mandado de prisão preventiva restabelecido pelo Supremo Tribunal Federal (STF).
A decisão de reconduzi-la ao cárcere foi assinada pelo ministro Gilmar Mendes na última sexta-feira (17), suspendendo a liberdade provisória que havia sido concedida à ré no mês passado por uma juíza do Tribunal de Justiça do Rio (TJ-RJ).
Ao determinar o retorno de Monique à prisão, Gilmar Mendes rebateu o argumento de “excesso de prazo” utilizado anteriormente pela defesa. Para o ministro, a demora no julgamento deve-se a manobras da própria defesa dos réus, como o abandono de plenário ocorrido recentemente.
Além disso, o ministro destacou dois pontos cruciais para a manutenção da medida:
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Gravidade Extrema: A natureza do crime de homicídio qualificado por omissão.
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Coação de Testemunhas: Indícios de que, enquanto estava em prisão domiciliar, Monique teria coagido a babá da vítima para prejudicar a elucidação dos fatos.
O Caso e o Próximo Julgamento
Henry Borel morreu em 8 de março de 2021, aos 4 anos, com sinais de agressão. Monique e seu então companheiro, Jairo Souza Santos Júnior (Jairinho), respondem pelo crime. Segundo as investigações, Jairinho agrediu a criança, enquanto Monique teria sido omissa diante da violência.
A perícia descartou a tese do casal de que o menino teria caído da cama. Atualmente, os réus respondem por:
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Homicídio Qualificado (Jairinho por ação, Monique por omissão);
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Tortura (Jairinho);
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Coação no curso do processo e Fraude processual.
Com a suspensão da última sessão devido à estratégia da defesa de Jairinho, o julgamento do casal foi remarcado para o dia 25 de maio de 2026.
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