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Secretário de Obras de Paulínia explica atraso na Ponte da Integração

Em depoimento à Câmara nesta terça-feira, dia 14, Alexandre Moratore detalhou o complexo viário de R$ 289 milhões; fiscalização do Iphan e licenciamento ambiental alteraram cronograma original, que previa entrega em julho

A Câmara Municipal de Paulínia recebeu, nesta terça-feira, dia 14, o secretário de Obras e Serviços Públicos, Alexandre Moratore, para uma prestação de contas detalhada sobre a Ponte da Integração. O encontro foi solicitado pela Comissão de Obras da Casa, diante de questionamentos da população sobre o ritmo da construção que interligará as regiões dos bairros Fortaleza, São José e Cascata.

A obra, orçada em R$ 289 milhões, é considerada um dos maiores complexos viários da história da cidade. A ponte terá 350 metros de extensão sobre o Rio Atibaia, com o objetivo estratégico de desafogar o trânsito central e redistribuir o fluxo de veículos entre as zonas sul e norte do município.

O Novo Cronograma

O prazo original de entrega estava previsto para 17 de julho de 2025. No entanto, o secretário confirmou que a obra sofreu atrasos devido a fatores externos:

  • Iphan: A necessidade de fiscalização e autorizações do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional.

  • Licenciamento Ambiental: Readequações exigidas pelos órgãos ambientais devido à proximidade com Áreas de Preservação Permanente (APP) às margens do Rio Atibaia.

Com as adequações, o governo municipal solicitou um novo prazo, projetando a entrega definitiva para o final de 2026.

Um dos pontos de maior debate entre os vereadores foi o dado do Portal da Transparência, que aponta 86% de conclusão. Moratore esclareceu que esse percentual é, em grande parte, financeiro. A prefeitura realizou a aquisição antecipada de materiais estruturais de alto custo, como cordoalhas, ferro e aço.

Essa estratégia visa garantir o estoque para a fase final e evitar variações de preços, mas faz com que o índice no portal pareça superior à percepção física da obra para quem passa pelo local.

Diferente da ponte antiga, a nova estrutura não pôde ser construída diretamente na margem do Rio Atibaia por questões de preservação. Isso exigiu uma solução de engenharia mais robusta e complexa para atravessar o leito do rio sem degradar a mata ciliar, o que também impactou o custo e o tempo de execução.

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