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Campinas integra políticas ambientais para enfrentar secas e enchentes
Nesta quarta-feira, dia 15, prefeitura destaca integração de programas como PSA Água e Banco de Áreas Verdes para combater erosão e garantir segurança hídrica; foco é tornar a cidade mais resiliente a eventos extremos
Nesta quarta-feira, dia 15 de abril, celebra-se o Dia Nacional da Conservação do Solo, e a Prefeitura de Campinas aproveita a data para reforçar o papel estratégico da terra na saúde ambiental da região. Instituída pela Lei Federal nº 7.876, a data homenageia o pesquisador Hugh Hammond Bennett e busca conscientizar sobre o uso sustentável desse recurso indispensável para a segurança hídrica e alimentar.
De acordo com a Secretaria do Clima, Meio Ambiente e Sustentabilidade (Seclimas), um solo bem conservado é o primeiro filtro e reservatório de uma cidade. Ele permite a infiltração da chuva, recarrega lençóis freáticos, protege nascentes e reduz drasticamente o risco de enchentes e erosões.
Programas Estratégicos em Campinas
Para o secretário do Clima, Braz Adegas Júnior, a conservação do solo é uma peça-chave no combate aos eventos climáticos extremos. A prefeitura trabalha com dois pilares principais:
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PSA Água (Pagamento por Serviços Ambientais): Incentiva produtores rurais a adotarem práticas sustentáveis, como a recuperação de matas ciliares e o manejo que evita a perda de terra para os rios.
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Banco de Áreas Verdes (BAV): Identifica locais prioritários para reflorestamento e compensação ambiental, garantindo que o solo urbano permaneça permeável e protegido.
A cidade também vem adotando o conceito de Soluções Baseadas na Natureza (SBN). Em vez de apenas construir grandes obras de concreto, a estratégia utiliza processos naturais para tornar Campinas mais resiliente. Isso inclui:
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Arborização Urbana: Raízes que seguram o solo e evitam deslizamentos.
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Permeabilidade: Incentivo a jardins e áreas que absorvam a água, evitando sobrecarga nas galerias pluviais.
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Fiscalização: Rigor no licenciamento para evitar o desmatamento de glebas e a exposição do solo degradado.
“Cuidar do solo é, ao mesmo tempo, cuidar da água, do clima e da qualidade de vida”, afirma Adegas Júnior. A preservação da terra garante que a biodiversidade local prospere e que o microclima urbano seja mais ameno, especialmente durante as estiagens prolongadas que têm se tornado comuns na região administrativa.
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