Economia

United estuda fusão bilionária com American Airlines para criar maior gigante aérea

Movimento informal liderado por Scott Kirby junto ao governo Trump projeta companhia com receita de US$ 100 bilhões; acordo enfrentaria rígida barreira antitruste e o desafio de lidar com dívidas de US$ 35 bilhões da American

O setor aéreo global pode estar prestes a presenciar um movimento sísmico. A United Airlines, avaliada em US$ 31 bilhões, está estudando uma possível fusão com a American Airlines (US$ 7 bilhões). Se concretizado, o negócio criaria a maior companhia aérea do planeta, com uma frota combinada de quase 3 mil aeronaves e receita anual superior a US$ 100 bilhões.

A proposta foi levada de maneira informal pelo CEO da United, Scott Kirby, a membros do governo Donald Trump no final de fevereiro. Embora não haja um processo de negociação formalizado, o simples rumor fez as ações da American Airlines dispararem 8% no último pregão.

Juntas, as duas companhias passariam a controlar mais de um terço de todo o mercado de aviação dos Estados Unidos. Esse nível de concentração é o principal ponto de atenção para os órgãos reguladores.

O maior obstáculo para a “super aérea” é a lei antitruste. Especialistas alertam que um player com esse domínio teria poder excessivo para ditar preços de passagens, reduzindo a competitividade e prejudicando o consumidor final.

A aprovação dependerá da interpretação do governo Trump, historicamente mais flexível com grandes fusões corporativas. No entanto, o momento financeiro da American Airlines é delicado: a empresa carrega US$ 35 bilhões em dívidas e enfrenta tensões internas com sindicatos de pilotos e acionistas.

Impacto Global

O momento para tal fusão é desafiador. O setor aéreo lida com margens de lucro pressionadas devido à alta do combustível de aviação (QAV), impulsionada pelos conflitos no Oriente Médio, que geram instabilidade no preço do petróleo. Para a United, absorver a American seria uma forma de ganhar escala e eficiência operacional, mas o risco de uma rejeição regulatória ou de um colapso financeiro pela dívida assumida é alto.

Fonte: Reuters / Sherwood

COMPARTILHE NAS REDES