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Nunes Marques abre inquérito para investigar denúncias contra ministro Marco Buzzi

Decisão autoriza Polícia Federal a atuar formalmente no caso envolvendo o magistrado do STJ; investigações abrangem acusação de importunação em Santa Catarina e novos relatos no ambiente de trabalho

O ministro Kassio Nunes Marques, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou nesta terça-feira, dia 14, a abertura de um inquérito criminal para investigar o ministro afastado do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Marco Buzzi. O objetivo é apurar denúncias de assédio sexual e importunação.

Com a decisão, a Polícia Federal (PF) assume formalmente as diligências, tendo um prazo inicial de 60 dias para apresentar os resultados. O caso corre no STF devido ao foro por prerrogativa de função (foro privilegiado) do magistrado investigado.

Origem das Acusações

O caso ganhou repercussão após a denúncia de uma jovem de 18 anos. Segundo o relato, a importunação teria ocorrido durante um banho de mar em Balneário Camboriú (SC), em uma ocasião em que a jovem e seus pais estavam hospedados na residência de Buzzi.

Após a divulgação do primeiro episódio, o cenário se agravou:

  • Novos Relatos: Pelo menos mais duas mulheres procuraram o Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para denunciar condutas impróprias do ministro no exercício da magistratura.

  • Afastamento: Em fevereiro de 2026, o plenário do STJ decidiu pelo afastamento cautelar de Buzzi, enquanto uma sindicância interna — conduzida pelos ministros Francisco Falcão, Antônio Carlos Ferreira e Raul Araújo — analisa sua conduta administrativa.

Embate Judicial

Nunes Marques já havia negado, anteriormente, um pedido da defesa de Buzzi para suspender a sindicância que corre no STJ. Agora, na esfera criminal, o relator passará a analisar os depoimentos prestados pela primeira denunciante tanto à polícia quanto ao CNJ.

O que diz a Defesa

Em nota oficial divulgada também nesta terça-feira, os advogados Maria Fernanda Ávila e Paulo Emílio Catta Preta afirmaram que Marco Buzzi é alvo de uma “campanha sistemática de acusações veiculadas na imprensa”.

A defesa sustenta que o ministro possui mais de quatro décadas de atuação irrepreensível e classifica o caso como um “linchamento moral baseado em ilações”. Segundo os advogados, os reveses jurídicos iniciais não alteram a inocência do magistrado.

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