Saúde

Dia Mundial do Café: Bebida reduz em 18% o risco de demência, aponta estudo

Celebrado nesta terça-feira, dia 14, grão favorito dos brasileiros é destaque em pesquisa publicada no JAMA; especialistas da Afya Educação Médica explicam como a cafeína atua na proteção do cérebro e indicam a dose ideal para o consumo seguro

Nesta terça-feira, 14 de abril, celebra-se o Dia Mundial do Café, uma data que ressoa profundamente no Brasil, onde a bebida está presente em 98% dos lares, segundo a Associação Brasileira da Indústria de Café (ABIC). Para além do prazer matinal, novas evidências científicas reforçam o papel do grão como um escudo para a saúde cognitiva.

Um estudo de longo prazo publicado no Journal of the American Medical Association (JAMA), que acompanhou mais de 131 mil pessoas por 43 anos, revelou que os grandes consumidores de café apresentam 18% menos probabilidade de desenvolver demência em comparação aos que consomem pouco. Enquanto o grupo de baixo consumo registrou 330 casos por 100 mil pessoas, entre os entusiastas da bebida o número caiu para 141.

Como o café protege o cérebro?

O segredo reside na forma como a cafeína interage com a química cerebral. O Dr. Drusus Pérez Marques, neurologista e professor da Afya Educação Médica, explica que o café bloqueia os receptores de adenosina.

“Esse bloqueio reduz a ativação da microglia cerebral, que são células ligadas à inflamação no cérebro. Menos inflamação significa menor chance de desenvolver quadros demenciais”, afirma o especialista. Além disso, essa ação potencializa os receptores de dopamina, o que explica o aumento no estado de alerta, atenção e motivação após aquela xícara caprichada.

A dose certa e o melhor preparo

Apesar dos benefícios, o equilíbrio é a regra de ouro. A Dra. Juliana Couto Guimarães, nutróloga da Afya, estabelece que o consumo seguro para adultos saudáveis gira em torno de 3 a 4 xícaras de 100 ml por dia (cerca de 400 mg de cafeína).

Dicas para um café mais saudável:

  • Prefira o filtrado: O uso do filtro de papel retém substâncias como cafestol e kahweol, que podem elevar o colesterol. Métodos como prensa francesa ou café turco preservam esses compostos.

  • Atenção ao açúcar: Grandes quantidades de adoçantes ou açúcar podem anular os benefícios metabólicos da bebida.

  • Cuidado com o excesso: Insônia, ansiedade e palpitações são sinais de que você ultrapassou o limite.

O setor econômico também celebra. O primeiro levantamento da safra de 2026, realizado pela Conab, prevê uma colheita recorde de 66,2 milhões de sacas, uma alta de 17,1% em relação ao ano anterior. Com o grão em abundância, o desafio é manter a qualidade e o foco nos cafés especiais, que possuem menor processamento e são melhores opções para a saúde.

E você, como prefere o seu café? Já garantiu a dose de saúde do seu cérebro hoje ou prefere evitar a cafeína para manter a calma?

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