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Aliados rejeitam bloqueio de Trump em Ormuz; barril do petróleo volta aos US$ 100
Reino Unido, França e Japão defendem via diplomática e se recusam a participar de cerco naval contra o Irã; Pequim aponta que fim do conflito é a única solução para normalizar tráfego marítimo
A tensão diplomática no Oriente Médio atingiu um novo patamar nesta segunda-feira, dia 13, após o primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, rejeitar formalmente a proposta do presidente dos EUA, Donald Trump, de participar de um bloqueio naval no Estreito de Ormuz. A decisão britânica ocorre em um momento crítico, onde Washington busca apoio de aliados para controlar a passagem por onde circula cerca de 20% do petróleo e gás do planeta.
“Minha decisão foi muito clara: qualquer que seja a pressão, não vamos ser arrastados para a guerra”, afirmou Starmer, sinalizando uma rachadura importante na aliança transatlântica. Embora Londres mantenha operações de defesa contra drones e navios caça-minas na região, o governo britânico garantiu que não usará sua Marinha para bloquear portos iranianos.
A resistência não é exclusiva dos britânicos. O presidente francês, Emmanuel Macron, anunciou planos para uma conferência multinacional voltada à “missão pacífica e defensiva” para restaurar a liberdade de navegação, separando-se das ações beligerantes propostas pela Casa Branca.
No Japão, o governo também adotou um tom cauteloso. Minoru Kihara, chefe de gabinete, defendeu que a prioridade deve ser a “desescalada da situação” por meio de acordos diplomáticos, ignorando as pressões de Trump, que chegou a ameaçar o abandono da Otan e chamou aliados de “covardes” diante da negativa.
O anúncio do bloqueio naval unilateral dos EUA teve impacto imediato no mercado financeiro. O preço do barril de petróleo tipo Brent saltou 5,5%, atingindo novamente a marca dos US$ 100.
Enquanto isso, as Forças Armadas do Irã ameaçaram retaliações severas contra qualquer porto no Golfo Pérsico caso sua segurança nacional seja colocada em risco, prometendo impedir a passagem de “inimigos” pelo estreito. A China, por sua vez, reforçou no Conselho de Segurança da ONU que a única solução real é a cessação imediata do conflito bélico na região.
Com o barril de petróleo novamente em US$ 100, você acredita que a diplomacia internacional terá força suficiente para evitar uma nova crise nos preços dos combustíveis no Brasil?
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