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Dário Saadi suspende remoção de bancas do Centro após forte pressão popular

Dário Saadi determinou a interrupção imediata do parecer do Condepacc que previa a retirada de 52 pontos comerciais; medida visa abrir espaço para diálogo e conciliação com permissionários históricos 

A polêmica sobre a retirada das bancas de jornais e revistas do Centro de Campinas ganhou um novo e decisivo capítulo nesta quinta-feira, dia 2. Diante da intensa repercussão negativa e da mobilização da sociedade civil, o prefeito Dário Saadi (Republicanos) utilizou suas redes sociais para anunciar a suspensão imediata do parecer do Conselho de Defesa do Patrimônio Artístico e Cultural de Campinas (Condepacc).

O parecer técnico, que sugeria a remoção de 52 bancas sob o argumento de preservação do Centro Histórico, gerou revolta entre internautas e permissionários. Segundo o prefeito, a interrupção do processo é necessária para que haja tempo de dialogar e entender melhor os critérios e a modulação da medida.

“Esses permissionários estão aqui há muitos e muitos anos. Não é interesse da Prefeitura tirá-los daqui. Vamos, com diálogo, encontrar um caminho que mantenha as bancas e preserve o patrimônio arquitetônico e cultural de Campinas”, afirmou Dário Saadi.

O Peso da Opinião Pública

A decisão do Executivo ocorre em um momento de forte pressão popular. Um abaixo-assinado online contra a medida já superou a marca de 2.400 assinaturas, e enquetes em redes sociais demonstraram uma rejeição esmagadora à proposta de remoção.

Entre as principais críticas apontadas pela população estão o tempo de estabelecimento desses comércios — muitos operando há décadas no mesmo local — e a percepção de que a cidade possui demandas mais urgentes a serem tratadas pelos órgãos públicos.

Embate de Interesses

Apesar da suspensão, o tema ainda divide opiniões. De um lado, entidades como a ACIC, o Ciesp e a CDL mantêm o apoio à retirada, defendendo a valorização do patrimônio urbanístico e histórico. Do outro, os donos das bancas reforçam que possuem licenças municipais vigentes e que a implementação da ideia causaria um impacto social e econômico devastador, deixando dezenas de famílias sem sustento.

Com a suspensão do parecer, a Prefeitura ganha fôlego para mediar o conflito, buscando uma solução que concilie as normas de preservação do patrimônio com a manutenção das atividades comerciais que já fazem parte da identidade do cotidiano campineiro.

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