Saúde

Região de Campinas confirma cinco casos de Mpox em 2026

Com 50 registros no Estado de São Paulo, cidades vizinhas intensificam orientações de prevenção; especialistas reforçam que isolamento e higiene são fundamentais

O cenário epidemiológico no interior paulista exige atenção neste início de março. De acordo com dados atualizados até esta segunda-feira, dia 2, a Região Metropolitana de Campinas (RMC) já contabiliza cinco casos confirmados de Mpox neste ano. O balanço aponta notificações em Campinas (2), Paulínia (1), Sumaré (1) e Hortolândia (1).

Embora o estado de São Paulo concentre a maioria dos registros do país — com 50 dos 88 casos nacionais —, as autoridades de saúde reforçam que a situação atual é predominantemente de quadros leves a moderados, sem registro de óbitos em território brasileiro em 2026.

A Mpox, causada pelo vírus Monkeypox, manifesta-se principalmente através de erupções cutâneas que podem durar até quatro semanas. O contágio ocorre pelo contato íntimo e direto com lesões, fluidos corporais ou objetos compartilhados.

O Ministério da Saúde, em boletim divulgado nesta segunda-feira, enfatiza a importância do diagnóstico laboratorial precoce ao notar sintomas como febre, dores musculares e gânglios inchados.

“Pessoas com suspeita ou confirmação da doença devem cumprir isolamento imediato, não compartilhar objetos e material de uso pessoal, tais como toalhas, roupas e talheres, até o término do período de transmissão”, orienta o órgão federal em seu comunicado oficial.

Prevenção e Tratamento

Ainda que não exista um medicamento específico para a Mpox, o tratamento focado no alívio dos sintomas tem se mostrado eficaz. A principal barreira contra o vírus continua sendo a higiene rigorosa.

“Lave as roupas de cama, toalhas e objetos pessoais da pessoa com água morna e detergente. Limpe e desinfete todas as superfícies contaminadas”, alerta o Ministério, reforçando que o uso de máscaras e luvas é essencial caso o contato com um infectado seja inevitável.

Na maioria dos pacientes, os sintomas desaparecem espontaneamente em poucas semanas. No entanto, o cuidado deve ser redobrado com crianças, recém-nascidos e pessoas imunossuprimidas, que apresentam maior risco de complicações graves, como infecções pulmonares ou encefalite.

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