Economia
EUA iniciam cobrança de novas tarifas sobre produtos importados com alíquota de 10%
Medida anunciada por Donald Trump entrou em vigor nesta terça-feira, 24, e terá validade de 150 dias; setor de suco de laranja e agronegócio brasileiro estão entre as exceções
As novas tarifas sobre produtos importados pelos Estados Unidos entraram em vigor nesta terça-feira, 24 de fevereiro de 2026. A alíquota estabelecida pela Casa Branca é de 10% para a maioria dos bens globais, um recuo em relação à ameaça anterior de 15% feita pelo presidente Donald Trump. A medida foi oficializada por meio de ordem executiva após a Suprema Corte americana ter derrubado, na última semana, o formato anterior de impostos criado pela administração republicana.
De acordo com o decreto, a sobretaxa terá duração inicial de cinco meses, com validade prevista até o dia 24 de julho de 2026. A decisão de Trump utiliza dispositivos legais das Seções 122, 201 e 301 para contornar o bloqueio judicial, sob o argumento de corrigir desequilíbrios externos e resguardar a segurança nacional dos EUA. O líder democrata no Senado, Chuck Schumer, já manifestou que o partido deve se opor à continuidade das tarifas após o prazo de 150 dias.
Benefício estratégico para o agronegócio
Para os produtores e exportadores da Região Metropolitana de Campinas (RMC), a notícia traz um alívio importante. O governo americano estabeleceu uma lista de exceções que protege itens fundamentais da pauta de exportação brasileira. Estão isentos da nova cobrança produtos como carne bovina, fertilizantes, itens à base de açaí e, crucialmente para o cinturão agrícola paulista, o suco de laranja em todas as suas classificações (congelado, concentrado e não concentrado).
A manutenção da competitividade do suco de laranja é vital para a economia do interior de São Paulo, uma vez que o Brasil é o maior fornecedor global do produto. Além do agronegócio, o setor aeroespacial — que possui forte presença em cidades vizinhas como São José dos Campos e Campinas — também foi poupado das tarifas, garantindo a circulação de aeronaves e peças sem o custo adicional de 10%.
Especialistas em comércio exterior avaliam que, embora a medida gere instabilidade global, o Brasil se posiciona como um dos países menos afetados no curto prazo devido a essas isenções específicas.
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