Economia

Vale a pena financiar um carro em 2026? Veja os riscos e custos

Muitos brasileiros veem o financiamento como a única alternativa para adquirir um veículo. No entanto, em um cenário de juros elevados, o que parece uma solução pode se tornar um peso insustentável no orçamento. O impacto financeiro vai além da parcela mensal: a combinação entre o custo do crédito e a desvalorização acelerada do bem exige atenção redobrada do consumidor.

Por que o financiamento custa tão caro?

O principal vilão é o Custo Efetivo Total (CET). Ao optar por prazos longos (48 a 72 meses), o comprador acaba pagando, em muitos casos, o valor de dois carros ao final do contrato.

Para não cair em armadilhas, é essencial observar:

  • Prazo: Quanto maior o tempo, maior o acúmulo de juros, mesmo com parcelas baixas.

  • Entrada: Valores iniciais pequenos aumentam o saldo devedor e os encargos.

  • Taxas Embutidas: Seguros e tarifas administrativas muitas vezes elevam o custo real anunciado.

O Problema da Desvalorização Acelerada

Diferente de um imóvel, o carro é um bem de consumo que perde valor assim que sai da concessionária. Estima-se que, nos primeiros 12 meses, a queda de preço seja a mais acentuada.

Isso cria um cenário perigoso: nos primeiros anos do financiamento, o saldo da dívida pode ser maior do que o valor de mercado do carro. Se o proprietário precisar vender o veículo para quitar a dívida, ainda poderá ficar devendo ao banco.

Fatores de Risco para o Orçamento

Além das prestações, o dono de um carro financiado deve arcar com:

  1. Custos fixos e variáveis: IPVA, seguro, manutenção preventiva e combustível.

  2. Comprometimento de Renda: A dívida longa reduz a capacidade de poupar ou investir em outras áreas, como educação ou moradia.

  3. Baixa Flexibilidade: Em casos de perda de renda, o risco de inadimplência gera juros de mora, agravando a situação financeira.

Alternativas ao Financiamento Tradicional

Especialistas em finanças sugerem que, antes de assinar um contrato de 60 meses, o consumidor avalie:

  • Compra à Vista ou Planejada: Guardar o valor da parcela por algum tempo para aumentar a entrada ou comprar um modelo usado em bom estado.

  • Modelos Usados: Veículos que já passaram pela desvalorização inicial mais pesada costumam oferecer melhor custo-benefício.

  • Uso de Alternativas de Transporte: Aplicativos, transporte público ou aluguel eventual podem ser mais econômicos do que manter um carro financiado parado na garagem.

Antes de decidir, pergunte-se: o carro é realmente indispensável agora? O orçamento suporta os gastos extras sem sacrifícios? Um planejamento cuidadoso é a melhor forma de proteger seu patrimônio.


Fonte: Portal Giro 10.

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