RMC
Feminicídios: região registra 24 assassinatos de mulheres em 2025

Protesto de mulheres contra a escalada da violência no Brasil: um crime sem controle – Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
O estado de São Paulo fechou o ano de 2025 com o maior número de feminicídios da história. Segundo dados da Secretaria da Segurança Pública (SSP-SP), divulgados pelo portal Hora Campinas, foram 266 vítimas fatais. Esse número representa um aumento de 8% em relação ao ano anterior. Na Região Metropolitana de Campinas (RMC), o cenário também é crítico, com 24 casos confirmados.
Perfil da violência e padrão dos agressores
Os dados revelam um padrão alarmante sobre os feminicídios na RMC. A maioria dos crimes ocorreu dentro das residências das próprias vítimas. Além disso, companheiros ou ex-companheiros aparecem como os principais autores dos assassinatos. Em 2026, a violência persiste: a cidade de Artur Nogueira já registrou a morte de Naiara de Souza Lopes, de 33 anos. O suspeito é o ex-companheiro da vítima.
De acordo com a promotora Celeste Leite dos Santos, o feminicídio devasta famílias e deixa marcas profundas. Milhares de crianças ficam órfãs e enfrentam traumas duradouros após a perda abrupta das mães.
Resposta oficial e canais de proteção
A Secretaria de Segurança Pública informou, em nota, que o combate à violência de gênero é prioridade. O governo estadual investiu R$ 11,8 milhões em ações de proteção entre 2023 e 2025. Portanto, o uso de tecnologia e novas delegacias buscam reduzir os indicadores de criminalidade.
Confira as principais ferramentas de auxílio disponíveis:
App SP Mulher Segura: Conecta vítimas diretamente à polícia 24 horas por dia.
Tornozeleiras Eletrônicas: Monitoramento de agressores para impedir a aproximação.
Salas DDM 24h: 170 unidades que oferecem atendimento humanizado em plantões.
Protocolo Não se Cale: Capacitação de profissionais para acolhimento de mulheres em risco.
Dessa forma, o aumento nas denúncias reflete a maior confiança das mulheres na rede de proteção. Porém, o recorde de feminicídios na RMC mostra que o desafio social ainda é enorme. É fundamental utilizar os canais de denúncia, como o 190 ou as Delegacias da Mulher, ao menor sinal de perigo.


