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Hong Kong registra pior incêndio em décadas com dezenas de vítimas

O trabalho envolveu milhares de profissionais por quase dois dias consecutivos. O fogo atingiu sete edifícios altos, tornando o resgate complexo
O pior incêndio em décadas em Hong Kong atingiu um complexo residencial e terminou nesta sexta-feira, dia 28. O saldo é de 128 mortos, 79 feridos e mais de 100 pessoas desaparecidas. Até o momento, 89 corpos ainda não foram identificados, segundo autoridades locais.
O incêndio começou em um dos sete prédios de 31 andares e durou mais de 40 horas de combate intenso. Os bombeiros informaram que as chamas foram praticamente extintas às 10h18 de sexta-feira (23h18 de quinta em Brasília), encerrando oficialmente as operações de combate.
Moradores relatam que não ouviram sirenes e precisaram bater de porta em porta para alertar vizinhos. Apenas 39 pessoas foram identificadas até agora, enquanto familiares buscam informações em hospitais e centros de identificação de vítimas.
O trabalho envolveu milhares de profissionais por quase dois dias consecutivos. O fogo atingiu sete edifícios altos, tornando o resgate complexo.
Segundo o Corpo de Bombeiros, os prédios sofreram danos estruturais graves, mas ainda não há confirmação de como o incêndio começou. As autoridades continuam investigando.
O governo de Hong Kong anunciou a criação de um fundo de US$ 38,5 milhões (R$ 206 milhões) para ajudar vítimas e famílias afetadas.
Além disso, devido à tragédia, as atividades relacionadas às eleições legislativas de 7 de dezembro foram suspensas, garantindo que esforços de ajuda e resgate não sejam prejudicados.
O incêndio em Hong Kong chama atenção para a segurança em prédios residenciais urbanos. Moradores relatam dificuldades na evacuação e falta de alertas adequados, levantando questões sobre prevenção e sistemas de emergência.
Organizações locais e internacionais acompanham a situação, reforçando a necessidade de ajuda humanitária e apoio psicológico para os sobreviventes.


