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Pamela Drudi nega uso de ‘Contas Demo’ na CPI das Bets

Nome de Pamela Drudi surge em relatório final de CPI que investiga a publicidade de apostas, mas defesa da influencer afirma legalidade e transparência em suas ações

A CPI das Bets no Congresso Nacional trouxe à tona discussões importantes sobre a publicidade de jogos de apostas online, e, nesta terça-feira, dia 10, o relatório final apresentado pela senadora Soraya Thronicke (Podemos-MS) incluiu o nome da influenciadora Pamela Drudi, de Vinhedo, na lista de 16 pessoas com pedido de indiciamento. As acusações são de propaganda enganosa e estelionato, levantando um debate relevante para a comunidade.

Em seu primeiro pronunciamento sobre o caso, a defesa de Pamela Drudi afirmou ao g1 que a criadora de conteúdo “nunca fez divulgação de bets ilegais”. O cerne da questão, segundo o relatório, reside em “indícios de que os conteúdos publicados simulavam ganhos elevados, sem deixar claro ao público que se tratavam de contas promocionais ou de demonstração”.

No entanto, a defesa de Pamela é categórica ao negar o uso de “contas demo” em suas divulgações, assegurando que a influenciadora sempre alertou seus milhões de seguidores (4 milhões no Instagram e 2,5 milhões no TikTok) sobre os riscos de perdas em apostas, além dos possíveis ganhos. Em nota, a defesa ainda enfatizou que “todas as movimentações financeiras mencionadas têm origem estritamente lícita, e que todos os bens e valores encontram-se devidamente declarados às autoridades competentes, auditados por empresas independentes”. Pamela Drudi é embaixadora da r7.bet, conforme divulgado em suas redes sociais.

É importante ressaltar que os pedidos feitos pela senadora Soraya Thronicke no relatório final da CPI das Bets são sugestões, e não resultam em indiciamentos automáticos. Cabe agora aos órgãos responsáveis, como o Ministério Público, avaliar a apresentação de denúncias e dar andamento às investigações.

Além de Pamela Drudi, a lista de nomes com pedidos de indiciamento inclui outras personalidades conhecidas, como Virginia Fonseca e a advogada e influencer Deolane Bezerra, além de empresários e representantes de casas de apostas, cada um com acusações específicas que variam de publicidade enganosa, estelionato a lavagem de dinheiro e exploração de jogos de azar.

A CPI também solicitou investigações sobre a Paybrokers, uma empresa apontada como intermediária do recebimento de recursos de diversos sites de apostas. Este caso destaca a importância da transparência e da regulamentação no crescente universo das apostas online e da publicidade digital.

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