Ivo Côcco

Ivo Côcco

administrador de empresas e jornalista

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Gás ou Gasolina?

Tudo o que acontece no Brasil precisa ser questionado, porque a intenção do governo é sempre mostrar que não existe outra saída senão aumentar os preços ou fazer reformas que pioram as coisas.
No caso dos aumentos constantes nos preços do gás e da gasolina, podemos fazer uma comparação simples que comprova a verdade acima.
Um botijão de gás (GLP) de 13 Kg custa R$ 65,00, isto é, R$ 5,00 por Kg, enquanto o preço da gasolina é de R$ 4,00 por litro; mas o gás natural veicular (GNV) custa R$ 3,25.
Levando-se em conta que o GLP - mais conhecido por gás de cozinha – é tido como mercadoria de primeira necessidade, e seu custo é maior do que os demais derivados da mesma origem, o petróleo, cabe perguntar por quê.
Até mesmo o óleo diesel tem seu preço barateado, pelo motivo de que a frota de transporte de carga conta com o benefício do subsídio, para diminuir o custo das mercadorias e bens movimentados nas rodovias, ferrovias e serviços de cabotagem, além do transporte de passageiros.
A intenção do governo, desde o início, foi de incentivar a utilização do óleo diesel pelas transportadoras, e por outro lado desestimulando e acabando com as linhas ferroviárias que usavam energia elétrica, substituindo-a também pelo diesel.
Não fosse somente esse o problema, haveria ainda a questão da poluição, causada tanto pelo óleo dieselquanto pela gasolina, mas essa questão jamais foi cogitada não só pelo governo, mas pelos órgãos científicos, que deveriam se manifestar contra esse absurdo.
Além do mais, voltando a falar do gás de cozinha, seu custo representa 6,94 % do salário-mínimo, com tendência de crescer ainda mais, tendo em vista que os índices de reajuste são diferentes, ou seja, o aumento do gás supera em muito o aumento do salário mínimo.
Então, mais uma vez o governo ludibria a opinião pública, da mesma forma que faz com a previdência, ao afirmar que as aposentadorias desequilibram o orçamento federal, mas não diminui os seus gastos: pelo contrário, aumentam seus subsídios e obrigam os contribuintes a pagar valores mais altos de impostos e taxas.
Um exemplo é a TV Digital, em que o governo cria a necessidade de novos gastos, em uma questão já definida, pois todos tinham direito aos canais abertos, mesmo aqueles que utilizavam os pacotes de canais pagos.
Agora, aqueles que não possuem tevês digitais, têm de comprar antenas, conversores e demais apetrechos, porque apenas os chamados “necessitados” receberão os quites gratuitos...
Em Valinhos, temos tido idêntica quantidade de novos gastos, com a terceirização do estacionamento e a seguir com a terceirização do cemitério.
Sem falar na cogitada privatização do DAEV, na criação de novas secretarias e na previsão de novos prejuízos orçamentários...