Valinhos recebe armadilhas contra mosquito da Leishmaniose

Valinhos recebe armadilhas contra mosquito da Leishmaniose

Da Redação

Ação da Saúde amplia monitoramento da doença na cidade
Ação da Saúde amplia monitoramento da doença na cidade

Da Redação

A equipe da Sucen (Superintendência de Controle de Endemias do Estado) começou a instalar na manhã da última segunda-feira, 10, armadilhas para identificar a presença do mosquito palha, transmissor da Leishmaniose Visceral Canina, no Jardim Paraná, em Valinhos. Na RMC (Região Metropolitana de Campinas), casos da doença também foram registrados em Indaiatuba e em Campinas.

Serão instaladas em Valinhos 84 armadilhas em 42 casas. Todas ficam em um raio de 250 metros do local onde um cachorro foi contaminado.

O equipamento é simples. Possui uma lâmpada, um pequeno ventilador e um saco. O morador deve acionar a lâmpada às 18h, já que o mosquito tem hábito noturno, e deixar ligada a noite toda. Na manhã seguinte, os técnicos da Sucen retiram o saco e os mosquitos coletados são levados para avaliação.

A instalação dos equipamentos é acompanhada pela equipe da Secretaria de Saúde de Valinhos, que ampliou as ações na cidade de fiscalização, controle, prevenção e orientações à população que vive nos locais onde há casos da doença.

Prevenção
A dona de casa Laura Martinez foi uma das que permitiram a instalação do equipamento. Para ela, o importante é a prevenção. “Tenho crianças e animais. A família toda passou a usar repelentes”, afirmou. “Recebi a visita de técnicos da UVZ (Unidade de Vigilância em Zoonoses), que deram orientações sobre a prevenção”, disse.
O pedreiro Walter de Jesus de Oliveira contou que o importante é unir forças para combater a doença. “Temos que ficar atentos e ajudar”, afirmou.

Controle
Para o controle da reprodução do vetor, a recomendação é manter as áreas ao redor da casa e o pé das árvores limpos e com espaço para a passagem da luz do sol no solo. O mosquito se reproduz em matéria orgânica em decomposição, como montes de folhas, restos de grama e de poda de árvores deixados em lugares úmidos e sombreados.
Outra orientação é instalar telas nas portas e janelas e, se possível, no abrigo dos cães. Também é recomendado o uso de repelentes, de camisa de manga comprida e calça nos trabalhos ao redor de casa e a colocação de coleira repelente contra o mosquito palha nos cães.

Casos detectados
Segundo a Secretaria da Saúde, Valinhos registrou até o momento sete mortes de cães e 44 casos positivos para a doença, distribuídos entre os bairros Jardim Paraná (1 caso), Parque Suíça e o Clube de Campo (localizado nas proximidades da Rodovia Dom Pedro I).
O município aguarda ainda resultados de 128 exames e já coletou 455 amostras nos três bairros, encerrando o protocolo de controle nessas regiões.