Usina de reciclagem de materiais é inaugurada em Valinhos

Usina de reciclagem de materiais é inaugurada em Valinhos

Da Redação

Serello Ambiental atenderá cidades da RMC na destinação correta de itens usados na construção civil
Serello Ambiental atenderá cidades da RMC na destinação correta de itens usados na construção civil

Da Redação

Será inaugurada nesta sexta-feira, 14, uma usina de reciclagem de materiais provenientes da construção civil em Valinhos. Segundo a Serello Ambiental, empresa responsável pela novidade, o local terá capacidade de receber diariamente entre 100 a 200 caçambas, equivalente de 500 a 1 mil toneladas de resíduos, dependendo do tipo de material coletado.

Segundo os responsáveis pela empresa, o investimento total do projeto foi de cerca de R$12 milhões, com a geração inicial de 15 novos postos de trabalho. A usina está localizada na Rua João Torrezin, no Morro das Pedras. O projeto é apoiado pela Investe São Paulo, agência de promoção de investimentos ligada à Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação do Estado de São Paulo, que valoriza a gestão responsável de resíduos sólidos, uma das prioridades do Governo Paulista.

Ainda de acordo com a Serello Ambiental, entre as vantagens conquistadas estão a diminuição da clandestinidade de caçambas, das disposições inadequadas de entulho e do custo de frete para destinação desse material. Estima-se que a despesa mensal gerada por essas irregularidades às cidades seja de R$ 1 por habitante, ou seja, aproximadamente R$120 mil todo mês somente para a cidade de Valinhos. A gestão do entulho alavanca as cidades na obtenção da Certificação Município Verde Azul, do Governo do Estado de São Paulo, que pode ser convertido em benefícios como ambulâncias e maiores repasses às prefeituras certificadas. Além disso, o direcionamento correto do resíduo inerte pode duplicar o tempo de vida de um aterro sanitário.

Os sócios-proprietários da empresa, o engenheiro Pedro Henrique Serapião e o químico Rafael Cossiello, visitaram mais de 13 usinas de britagem, inclusive nos Estados Unidos, para fundamentar a empresa. Tamanho empenho rendeu ao projeto o 1º lugar no 6º Prêmio Milton Vargas, na categoria ambiental, pela revista Fundações e Obras Geotécnicas. O resultado é uma unidade de operações com tecnologia de ponta instalada em uma área de 51.000m² no eixo logístico da Rodovia Anhanguera. “Trouxemos o que existe de mais moderno em instalações e britagem de materiais e, hoje, seguramente, temos uma das mais eficientes usinas do País”, afirmou Serapião.

Impacto ambiental
Há 15 anos o Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiental) estabeleceu diretrizes, critérios e procedimentos para a gestão dos resíduos da construção civil. Segundo Cossiello, essa resolução veio como um grande farol de esperança para milhões de brasileiros e milhares de cidades que vinham sofrendo com a destinação incorreta do entulho em rios, lagos, terrenos baldios e lixões. “Tanto tempo se passou e o entulho ainda é descartado nesses mesmos lugares e tratado como lixo, sendo muitas vezes misturado aos resíduos orgânicos domésticos e destinado em aterros sanitários”, lamenta o empresário.

Segundo o último levantamento da Abrecon (Associação Brasileira para Reciclagem de Resíduos da Construção Civil e Demolição), 55% do total de resíduos gerados é referente a restos de construções civis, sendo que a taxa de geração de entulho por m² de construção varia entre 100 e 150 quilos, considerando edificações executadas por processos convencionais.

Plantio de mudas
Além de tratar dos resíduos da construção civil, os sócios realizaram o plantio de mais de 700 mudas de espécies nativas na bacia hidrográfica do PCJ e mais 160 na própria área da usina.“Nossa operação de recebimento envolverá as duas classes de entulho: tanto o material cinza, como por exemplo, blocos, colunas de sustentação e lajes, como material vermelho, a exemplo de tijolos, blocos cerâmicos e telhas.

Trabalharemos também com o beneficiamento da madeira, como tapumes, madeirites, pontaletes e pallets para a fabricação de cavacos de madeira para aplicação como biomassa na indústria em fornos e caldeiras”, esclareceu Cossiello.