Índice de violência cai em Valinhos em 2017, afirma Prefeitura

Índice de violência cai em Valinhos em 2017, afirma Prefeitura

Da Redação

O único indicador que teve aumento neste ano foi o de roubo de cargas, que subiu de 1,8 ocorrência por mês entre 2013 e 2016 para 2,6 casos em 2017
O único indicador que teve aumento neste ano foi o de roubo de cargas, que subiu de 1,8 ocorrência por mês entre 2013 e 2016 para 2,6 casos em 2017

Da Redação

Valinhos é uma cidade mais segura em 2017. Levantamento feito junto aos dados da SSP-SP (Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo mostra que a média de ocorrências policiais neste ano é inferior ao índice registrado nos últimos quatro anos (de 2013 a 2016).

Entre os tipos de crime que tiveram queda estão homicídios, estupros, furtos e roubos de veículos e furtos e roubos comuns. A secretaria coleta os dados de ocorrências policiais em todas as delegacias do Estado e divulga as estatísticas mensalmente, por município, com as informações do mês anterior (vejas quadro em anexo).

Entre os motivos da redução estão ações mais intensas da GCM (Guarda Civil Municipal) de Valinhos, que tem feito trabalho efetivo nas ruas, e a atuação das forças policiais do Estado (Polícia Militar e Polícia Civil), que trabalham em parceria com a Guarda para ajudar no combate ao crime.

“Hoje fazemos um trabalho de inteligência com base em dados registrados. A queda nos índices reflete o serviço estratégico. O desenvolvimento das ações preventivas e ostensivas parte do comando para as divisões”, disse Roque Stringhini, secretário municipal de Defesa do Cidadão.

“O que faz os índices de criminalidade caírem é a atuação preventiva da GCM e policiais (parcerias com a Polícia Militar e Civil). Fazemos hoje o policiamento preventivo, abordagens, há a presença ostensiva nas ruas, blitz e bloqueio nas entradas/saídas da cidade, tanto pra veículos como motos e outros. A GCM intensificou a presença nas ruas da cidade. No Bairro Reforma Agrária, por exemplo, temos hoje o policiamento ostensivo. Lá havia registro significativo de problemas, como roubos a veículos/motos, a transeuntes. Intensificamos o trabalho por lá e começa a aparecer os resultados”, afirmou Sidney Aureliano, subcomandante operacional da GCM.

Um das reduções mais significativas é no caso de homicídios. Entre 2013 e 2016, a cidade registrou 20 casos de morte violenta, uma média de cinco ocorrências por ano. Em 2017, não houve nenhum caso.

Os crimes relacionados aos veículos também apresentaram redução considerável. Os furtos de veículos caíram 59% (de 41 para 17 casos por mês), enquanto os roubos de veículos tiveram uma redução de 15% (de 12 para 10 por  mês).
Com isso, os motoristas da cidade podem se deslocar e estacionar seus veículos com mais segurança, e com menos receio de uma surpresa desagradável ao retornar.

Wallace Rodrigues Pereira, de 21 anos, mora no Jardim Ângela, na zona Sul de São Paulo, mas sonha em viver em Valinhos. “Eu moro e trabalho em São Paulo. Sou assistente contábil. Venho pra Valinhos seis vezes ao mês. Eu gostaria de morar aqui. Toda vez que estou na cidade, vejo os agentes da Guarda Civil e policiais militares. Talvez a queda da criminalidade esteja relacionado à presença deles, o que inibe um pouco. A queda dos índices deixa a população com sensação de mais segurança, de conforto, disse.
“Temos uma preocupação muito grande com a Segurança Pública. Oferecemos parceria e colaboração à PM e à Polícia Civil para que estejam sempre em condições de desempenhar seu papel de forma eficaz, evitando crimes e ajudando a elucidar ocorrências e agindo em conjunto com a GCM”, disse o prefeito Orestes Previtale (PMDB).

Mulheres
Os crimes de violência sexual contra a mulher também registraram média em 2017 inferior aos quatro anos anteriores. A queda foi de 19% (de 2,7 registros por mês para 2,2).

“Registrar queda de 19% em casos de estupro é significativo. Me dá uma sensação de maior proteção. Mesmo nos bairros eu vejo a GCM circulando. Hoje os marginais estão mais ousados, então a presença da GCM e de policiais nas ruas inibe um pouco. Eu moro aqui há 30 anos. Vim de Minas, mas morei antes em Campinas. Não me mudaria de Valinhos. É uma cidade boa para morar”, contou Maria Aparecida da Silva Banharo, de 47 anos, moradora do Jardim São Luiz.

Os números mostram que Valinhos vai na contramão do Estado. O número de registros de estupro em todos os municípios paulistas em agosto (último dado disponível) aumentou 27,42% em comparação com o mesmo período de 2015.

“Em média, 80% dos casos de estupro envolvem pessoas que se conhecem, seja porque tem alguma relação de parentesco, seja porque tem alguma relação afetiva ou de vizinhança. Em virtude desse relacionamento, é muito difícil você prevenir e evitar o crime, que acaba ocorrendo entre quatro paredes”, disse o secretário de Segurança Pública, Mágino Barbosa.

Os furtos comuns, que são o tipo de crime com o maior número de ocorrências em Valinhos, também caíram. O percentual de queda foi pequeno (2%), mas significa que três pessoas deixam de ser furtadas todo mês em Valinhos em 2017 com a redução da criminalidade.

“Me sinto seguro em Valinhos. Gosto de morar aqui. Sempre vejo o pessoal da GCM e policiais nas ruas. Brincam que tem até muito policial nas ruas, que até aplicam muitas multas. Faz 50 anos que moro aqui. Vim pra cá em 1967 de Novo Horizonte (SP). Não me mudaria daqui. Eu recomendo morar aqui”, afirmou João Gasparino, de 80 anos, que mora no Bom Retiro

Alta
O único indicador que teve aumento neste ano foi o de roubo de cargas, que subiu de 1,8 ocorrência por mês entre 2013 e 2016 para 2,6 casos em 2017.

Segundo especialistas em Segurança Pública, esse tipo de crime ocorre geralmente em rodovias, quando os motoristas de caminhão são atacados por bandidos que agem para levar as cargas que eles transportam.

Obs: Os cálculos levaram em consideração os números de ocorrências da SSP. Nos anos de 2013 a 2016, os índices anuais foram divididos por 12 para obtenção da média mensal. Em 2017, os números anuais foram divididos por oito, que é o número de meses com os registros atualizados (de janeiro e agosto)