Você está respeitando os direitos dos idosos?

Dados divulgados pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia Estatística) no último 25 de julho/18, apontam para o crescimento da expectativa de vida dos brasileiros. Segundo o Instituto, em 2030, teremos mais idosos do que crianças no território brasileiro. 
Considerando que em 1940, à expectativa de vida dos brasileiros era de 45,5 anos, e hoje é de 74 anos, o país precisa se preparar para oferecer Políticas Públicas para essa população que está prestes a desembarcar por aqui. 
Depois dos 40 anos uma série de alterações vão se sucedendo e tornando esse indivíduo mais vulnerável, mais fragilizado e sua independência diminuindo.

O avançar da idade trás consigo, às dificuldades naturais como; percorrer grandes distâncias, calçadas esburacadas se tornam armadilhas para tombos, enxergar ou ouvir não tem mais a simplicidade de anos passados. A pergunta que se faz com base nesses números divulgados pelo IBGE. Você está respeitando os direitos dos idosos hoje? 

Você acha muita às vagas de estacionamento reservadas a idosos em vias públicas, mercados e shoppings? Se revolta quando um idoso aparece na fila do banco com um monte de boletos para pagar? Finge estar dormindo para não ceder o lugar no ônibus para o velhinho que acabou de embarcar e que irá descer 2 pontos à frente? 

Se não nos policiarmos hoje, seremos vítimas das nossas atitudes num futuro próximo. O poder público tem por obrigação, e para ontem, fazer campanhas de conscientização, trabalhar valores de cidadania com às crianças, usando às escolas como porta de entrada.

A sociedade está envelhecendo e precisa fazer valer seus instrumentos de defesa, como o Estatuto do Idoso, fortalecimento dos Conselhos dos Idosos e principalmente, se colocar no lugar do idoso de hoje, para ser respeitado em 2030. Como costumamos dizer, os dias estão passando rápido demais.

Vagner Alves, consultor em acessibilidade, formado em Administração pela Faculdade Anhanguera Educacional de Valinhos e Gestão Pública pelo INPG
 

Vagner Alves, consultor em acessibilidade, formado em Administração pela Faculdade Anhanguera Educacional de Valinhos e Gestão Pública pelo INPG