Valinhense que fez parte da seleção brasileira em 1958 fala sobre sua trajetória profissional 

Valinhense que fez parte da seleção brasileira em 1958 fala sobre sua trajetória profissional 

Terceiro Tempo 

Com o início da Copa do Mundo a Folha de Valinhos, entrevistou Écio Capovilla, valinhense que jogou em vários times do país, inclusive foi convocado para a Seleção Brasileira, disputando a Copa Roca e o torneio Oswaldo Cruz, na Argentina e Paraguai. Além disso, Capovilla foi secretário de Esportes e Lazer da cidade de 2001 a 2004. Responsável pela realização de eventos, como Jogos Estudantis, fomentou práticas esportivas nos bairros, projetos como Escolinha de Futebol e outros, buscando melhor qualidade de vida aos valinhenses. 

Como começou sua história como atleta profissional?
Desde criança sempre fui apaixonado por futebol. Muitas aulas do colégio foram perdidas por causa dele.

Em quais times o senhor jogou, como foi essa trajetória?
Comecei a jogar pelos times de base do Rigesa, passando pelo Guarani onde fui campeão juvenil em 1953.
Em Campinas tinha um jornalista cujo nome era ROSKY que representava e selecionava jogares para o Fluminense. Ele me fez o convite e eu não hesitei, fui para o Rio de Janeiro em 1955.
Neste ano fomos campeões pelo Fluminense e o clube me propôs a profissionalização no mesmo ano, mas como não chegamos a um acordo financeiro eu acabei voltando para Valinhos. Como o Vasco contratou o técnico Gradin, que era treinador do Fluminense quando lá joguei, ele imediatamente pediu minha contratação, com um valor bem acima do que o Fluminense me havia oferecido. Então fui para o Vasco aonde fiquei jogando por 8 anos conquistando títulos como Carioca, Rio São Paulo (não havia campeonato brasileiro na época) e outros títulos internacionais.
Depois o Didi, técnico do Sport Cristal, do Peru, me levou para Lima onde encerrei minha carreira profissional.

Conte-nos sobre sua experiência na seleção brasileira?
A minha boa fase em 1958, onde o Vasco ganhou todos os campeonatos, me levou para Seleção Brasileira, onde participamos da Copa Roca e Osvaldo Cruz, logo após o Brasil ser campeão do mundo.

Amanhã o Brasil tem o seu primeiro jogo na Copa do mundo, na sua opinião como será o desenvolvimento do time neste mundial?
Quanto a minha opinião sobre a seleção brasileira acho que é fundamental a parte psicológica do atleta que em muitos casos é mais importante do que a física e técnica.
Um exemplo recente de nós não estarmos psicologicamente preparados foi a derrota por 7 x 1 para a Alemanha.
Felizmente temos hoje o comando do técnico Tite, no qual percebemos que ele tem o time na mão, que nos dá esperança em resultados positivos.
Hoje a maioria de nossos rivais estão altamente preparados. Como exemplo citamos Alemanha, Argentina, França, Espanha, Uruguai.

O senhor acredita que o Brasil é o preferido na Copa e tem chance de conquistar o hexa?
Eu acredito nessa seleção, diria até que nunca tivemos um grupo tão compacto e preparado física, técnica e psicologicamente. “Mas como futebol é uma caixinha de surpresas...”

Deixe um recado especial para todos os valinhenses e torcedores da seleção:
A todos os valinhenses o meu carinho e juntos estaremos torcendo para a vitória da seleção brasileira.

RAIO-X
Nome completo: Ecio Capovilla
Idade: 81 anos
Cidade onde nasceu: Valinhos
Profissão: Advogado aposentado

 

Da Redação

+ Fotos: